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Repúblicas, espaços míticos que despertam muitas curiosidades... As suas origens remontam ao século XIV, quando D. Dinis, por diploma régio de 1309, promovia a construção de casas na zona de Almedina e que deveriam ser habitadas por estudantes, mediante pagamento de um aluguer, cujo montante seria fixado por uma comissão, expressamente nomeada pelo Rei, constituída por estudantes e por "homens bons" da cidade. É assim que a partir de um tipo de alojamento comum, permitindo minimizar os encargos financeiros, viriam a surgir, por evolução, as actuais Repúblicas. Ainda hoje as "casas" caracterizam-se pela exaltação de valores universais que unem o passado ao presente: a vida em comunidade, a soberania e a democraticidade. As decisões são geralmente tomadas por unanimidade e todos os membros responsabilizados na gestão da "casa". “(…) a ‘república’ era como que um verdadeiro cortiço, onde viviam (…) rapazes das mais variadas Faculdades, das t
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CAPA e BATINA E A IGREJA??!!   Será que existe uma relação?  O Traje académico, também conhecido por Capa e Batina, foi objecto de significativas transformações, no talhe e no aspecto, ao longo dos anos e tem a sua génese nas próprias vestes eclesiásticas. A influência da Igreja no ensino, e, consequentemente, nos próprios estudantes, é um factor importante para explicar algumas particularidades que ainda hoje vigoram entre nós. Realmente, tendo sido responsável pelo ensino superior até ao séc.XVIII, a Igreja, pelo estreito contacto que mantinha com o meio estudantil, veio a influenciar este com algumas características. A mais vistosa é o próprio traje (como já atrás foi referido), no entanto, outras particularidades se podem salientar. É de Praxe ter os botões do traje em número ímpar, os furos dos sapatos em número ímpar, os emblemas na capa em número ímpar, em suma, esta fixação pelo número ímpar vai ao ponto de não se dizer números pares e, em vez deles, dizer o
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Preso só na UC. Foi D. Dinis que cria um estatuto jurídico especial        Documento da criação foro académico A 15 de fevereiro de 1309, outorgou-lhe D. Dinis a «Carta magna privilegiorium», na qual a isenção do foro comum foi consideravelmente ampliada. ... 1.º Proíbe ao alcaide Coimbra e aos seus oficiais que, em qualquer ocasião e seja por que motivo for, obrigarem os estudantes a comparecer perante os tribunais seculares; 2.º Permite-lhes apenas que os prendam em delito de homicídio, ferimento, furto ou roubo, rapto de mulher, ou fabricação de moeda falsa; com a condição porém de, o mais breve possível e sem dificuldades, independentemente de qualquer requisição, fazerem entrega deles à autoridade eclesiástica para esta os julgar. E assim ficaram as coisas nos primeiros tempos da Universidade em Coimbra. As pessoas universitárias eram isentas da jurisdição das autoridades comuns, tanto nas causas crimes como nas cíveis, e sujeitas à jurisdição de um Juiz p
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Breve história sobre o início da Imprensa da Universidade de Coimbra Em 1542, João da Barreira e João Álvares instalaram em Coimbra a sua imprensa, saindo logo nesse ano dos seus prelos a obra jurídica de Martín de Azpilcueta.  O Reitor da Universidade estabelece com eles contrato para serem impressores da Universidade recebendo os ditos impressores doze mil reis anuais. Os mesmos impressores são comissionados para ir a Lisboa em 1546 recolher todo o material da Imprensa com que D. João III dotara a Universidade. Na oficina da Universidade continuou António da Barreira a atividade de seu pai João da Barreira, após o falecimento deste em 1590. Da sua mão saíram os Estatutos da Universidade publicados em 1593, cuja aprovação se dera já em 1591. Nos Estatutos de 1559 surgem já referências a impressões da Universidade, ficando os assuntos com ela relacionados a cargo do guarda do cartório. Inicialmente a Universidade não possuía oficina própria; tinha por isso necessidade de recorrer ao
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Sabia que a Universidade de Coimbra tem um hino? Existe sim um hino, chamado de Hymno Académico , foi oferecido à Academia de Coimbra, em Outubro de 1853, pelos estudantes José Augusto Sanches da Gama (letra) e José Cristiano O’Neill de Medeiros (música). (art.) Em determinadas cerimónias oficiais ainda continua a ser tocado. Poderá consultar mais informações em  link Hymno Académico [de Coimbra] Do trabalho, na lide affanosa, Doce esp’rança nos vem affagar: Somos jovens, sentimos no peito Santo amor da sciencia brotar. O que valem riquezas da terra Sem sciencia, no mundo, o que são? Trabalhae que seus dons nos offerta O trabalho com provida mão. CORO E se a Patria, seus ferros quebrando, Quer seus filhos á guerra chamar, Vamos todos, no campo, da gloria, Nossas vidas á Patria votar. Recordemos os sabios famosos, Que a sciencia nos vem apontar; Que souberam, dos sec’los zombando, Aos vindoiros seus nomes legar. E attendamos que
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AS ESCULTURAS DE LAPRADE No Paço das Escolas existem algumas esculturas de Claude Laprade, sendo a maior a que se encontra na Via Latina, onde foi colocada uma composição escultórica, executada em 1700-1701. Composta de dois atlantes que suportam o frontão curvo, enquadrando um moldura oval com a escultura do rei D. José I em meio corpo, completada por duas figuras femininas sentadas, a Fortaleza e a Justiça. Os frontões das portas dos "Gerais" foram também executados por Laprade, onde estão representadas as primeiras faculdades e outras referências de Coimbra.
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UMA RAPOSA NA UC Dos Gerais da Faculdade de Direito ao corredor de acesso à Via Latina, encontra-se um dos azulejos mais famosos e mais sacrificados da UC, a famosa “Raposa”, que os estudantes chutavam para a afastar o chumbo (rapozos = chumbos), tornando-se esta uma das mais famosas lendas da universidade. Atualmente a raposa está protegida por um vidro, dado a sua grande deterioração.
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Quando os sinos se calam... Desde o século XIX, que os sinos marcam a vida dos estudantes, mas também de toda a cidade.  Apesar dos sinos terem toques/funções diferentes, o sino das 18h é conhecido como a cabra, onde a academia é avisada que no dia seguinte devem vir às aulas e o das 7h30 da manhã, esse com um nome bastante mais forte é o cabrão porque tinha como função despertar os estudantes.”  E a verdade é que algumas vezes, na história da academia os sinos se calaram.  Em 1910, com a Implantação da República e com a suspensão das cerimónias académicas, bem como das praxes, o silêncio na torre imperou. Tendo sido interrompido em 1918, mas outras vezes houve, em que quer a cabra, quer o cabrão por motivos mais ou menos nobres também se calaram.  No ano de 1863, quando foi chumbado um aluno de direito, nessa mesma noite houve um pequeno incêndio na casa do professor que tinha chumbado esse dito aluno. Ele foi levado a tribunal e no dia da audiência os colegas
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O PAÇO DAS ESCOLAS NO SÉC XVIII O Paço das Escolas, no decorrer do século XVIII verá grandes modificações, que lhe darão um aspeto muito próximo daquilo que encontramos hoje.  As obras mais importantes foram a Via Latina, a construção da Biblioteca, a nova torre da universidade e inseridas na Reforma Pombalina, a remodelação dos Gerais do alçado norte do terreiro. O frontispício da Via Latina, com a composição escultórica de Laprade é construído em 1700/01, garantindo um corpo central com dignidade aquela fachada. A construção da Biblioteca, entre 1716 e 1728, juntamente com as Escadas de Minerva, constituem uma significativa adição pela sua envergadura, fechando o conjunto edificado da ala poente. A sumptuosidade da decoração barroca no interior da biblioteca, contrasta com a simplicidade do seu exterior. Substitui-se a antiga torre de Ruão, por uma desenhada pelo arquiteto italiano António de Canevari, com cerca de 34 metros de altura. A torre sineira, de linhas se
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A ESCULTURA DE D. JOÃO III Foi já no século XX, em 1944, que se deu o contrato entre a Comissão Administrativa do Plano de Obras da Cidade Universitária de Coimbra (CAPOCUC) e o escultor Francisco Franco, para a realização da escultura de D. João III. A representação do rei virada para o paço, uma vez que fora ele que cedera o espaço, em 1537 para acolher os estudos. Francisco Franco coloca D. João III sobre um pedestal, encostando o Rei ao volume que se adensa e sobe, por detrás até à cintura. Esta opção formal definiu uma personagem mais descontraída, como se tivesse sido esculpida no momento em que se encostava a um qualquer objeto a olhar para a sua obra. D. João III no meio da Pátio das Escolas, o que na realidade transmite é que cumpriu o que tinha destinado, mesmo a partir de Lisboa, transferindo para Coimbra a Universidade que nunca mais de cá saiu.
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A REFORMA MANUELINA DO PAÇO Reconstrução volumétrica do projeto manuelino do Paço Real da Alcáçova (desenho de José Luís Madeira) do livro "A Morada da Sabedoria", de António Filipe Pimentel Com a deslocação do centro de decisão para sul, no reinado de D. Dinis. o Paço Real é progressivamente abandonado, até ao século XVI quado D. Manuel decide fazer nele uma grande reforma e em 1517 contrata Marcos Pires, mestre da Batalha para fazer a obra. Uma parte importante da imagem atual do Paço das Escolas nasce das obras de arquitetura da reforma manuelina. A acentuada inclinação dos telhados, sobretudo no corpo central (norte) salientando a grande sala de atos, a forte presença dos cubelos na fachada norte, construídos sobre as fundações dos cubelos da fortificação original, o edifício da capela e o seu portal virado para o terreiro, com inspiração naturalista que prolonga os colunelos da ombrira sobre as portas, envolve 6 símbolos importantes da icnografia nacional daqu
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Santo António do Oratório do Cárcere Académico da UC                         Oficina desconhecida || calcário de Ançã || século XVII (1ª metade) « (...) Como qualquer outro espaço vivencial, também o oratório do cárcere possuía um conjunto de móveis, alfaias e paramentos indispesáveis às funções celebrativas que aí decorriam nos Domingos e principais dias festivos do Calendário da Igreja. Os mesmos capelães deveriam ainda auxiliar no apoio espiritual daqueles que procuravam a redenção pelos actos imprudentes praticados. Mas é somente a partir do inventário dos Trastes, Moveis e Alfaias da Capela da Cadêa da Universidade, executado por José Joaquim de Faria (?), no dia 15 de Novembro de 179969, que ficamos a conhecer o orago a que havia sido dedicado o espaço cultual da cadeia académica: Santo António de Lisboa (c. 1191‑5| 1231). Foi durante as nossas investigações que viemos a localizar nos anexos da capela de São Miguel da Universidade de Coimbra, nas áreas do antig
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Gabinete de Física  O gabinete da física experimental foi mandado construir por D. José I “para depósito de Machinas e Instrumentos, os quaes são necessários para que as liçoens da Fysica que se dão no curso Filosófico se façam com aproveitamento dos estudantes; os quaes não somente devem ver e executar as experiências com que se demonstram as verdades ate o prezente conhecidas nas fysica; mas também adquirir o habito de as fazer com a sagacidade, e destreza, que se requer nos Exploradores da natureza”. Assim refere o documento intitulado “A Relação Geral do estado da Universidade”, que fora preparado em 1777 por D. Francisco de Lemos para ser apresentado à Rainha D. Maria I. Para a localização do gabinete, o Marquês tinha destinado uma parte do “Collegio que fora dos Jezuitas”.  Nas duas salas do Gabinete de Física podemos encontrar expostos os instrumentos que, durante os séculos XVIII e XIX, foram usados no ensino da Física Experimental. O Gabinete de Física foi equ
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A PRISÃO ACADÉMICA As estruturas atualmente existentes reportam do que foi, até 1834, o cárcere académico (quando, por virtude da revolução liberal, se extingue a jurisdição do conservador da Universidade sobre professores, estudantes e familiares). Correspondem a três fases distintas, de utilização do espaço: a primeira ligada às estruturas originais do palácio régio e, as restantes, já da ocupação universitária. Quanto ao cárcere académico propriamente dito, a sua existência decorre do foro privativo, que protegia as antigas universidades enquanto corporações, preservando professores, funcionários e (sobretudo) escolares do convívio com criminosos de delito comum. Não raro, as punições deviam-se sobretudo a razões de índole puramente disciplinar. Reivindicada, por esse facto, pela Universidade junto do Rei desde 1541, a existência da cadeia seria finalmente reconhecida nos Estatutos de 1591, instalando-se, em 1593, em dois antigos aposentos existentes sob a Sala dos Capelos.
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Os Guardiões da Joanina A Biblioteca Joanina, exemplo de uma perfeita harmonia entre a arte e a cultura. No seu interior, revestido de belas estantes e varandas, cobertas de ricas talhas e pinturas a ouro, sobre fundos azuis e vermelhos, ornamentados com motivos orientais (Chinoiserie), podemos encontrar valiosíssimas coleções de obras publicadas por toda a Europa, até ao ano de 1800, com especial incidência nas áreas que serviram de base à constituição da própria Universidade: Direito (Civil e Canónico), Medicina e Teologia. Todo o edifício foi idealizado com vista à preservação natural dos seus livros, através da concretização de uma climatização natural, proporcionada quer pela própria orientação da Biblioteca, bem como da espessura das suas paredes (211 cm), as quais proporcionam as conduções necessárias à conservação natural dos livros. Contudo, o mais extraordinário facto ambiental da Biblioteca Joanina, e aquele que junto do grande público suscita grande admiração é a pe
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Jardim Botânico da Universidade de Coimbra A ideia da criação de um Jardim Botânico surge no seio da Reforma Iluminista, que o Marquês de Pombal levou a cabo na Universidade de Coimbra. O intuito desta reforma era modernizar o ensino e abrir portas a novas perspetivas para o ensino superior, centrando-se numa preocupação racionalista e experimentalista dos métodos, dando primazia ao conhecimento empírico. É com a criação da Faculdade de Filosofia que vemos surgir um jardim, que possibilitará o desenvolvimento científico dos estudos da área Botânica, mas tal só seria possível com a construção de novos espaços adequados ao propósito. Já havia sido apontada essa necessidade de estabelecer um Horto Botânico em Coimbra, com o efémero projeto elaborado por Jacob de Castro Sarmento, em 1731. De modo a concretizar essa necessidade, o Marquês manda, sobre o patrocínio do reitor D. Francisco Lemos, construir um jardim inspirado em outros já existentes nas grandes cidades universitárias da
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O desejo marcado no livro  Ao longo dos séculos da sua existência a Biblioteca Joanina recebeu doações que alargaram o seu acervo de livros. Nessas coleções, além do conhecimento e dos sinais do tempo, existem também algumas marcas provocadas de forma intencional sinalizando e demonstrando práticas e costumes sociais de uma época. Exemplo dessas marcas intencionais pode ser observado na coleção Histoire Naturelle de Buffon, anteriormente pertencente ao Colégio dos Militares de Lisboa, e hoje presente na estante 25 do piso intermédio da Biblioteca Joanina. Essa coleção, composta por 13 volumes, em relativo bom estado de conservação, além do típico desgaste traz também marcas realizadas de forma intencional. O volume IV, diferente dos demais, possui a lombada de numeração raspada, quase apagada, diferente dos outros volumes ainda legíveis. Essa marca denuncia uma sinalização deliberada e o motivo pode ser percebido no interior do livro. Neste volume Buffon trata, entre outros tema
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Os reis ausentes na Sala dos Capelos 1 640 , o ano no qual os “Quarenta Conjurados” planearam e consumaram a conspiração que, a 1 de dezembro, restaurou a independência de Portugal sob a égide de D. João IV, o duque de Bragança. Durante as três décadas seguintes foram travados uma série de confrontos armados entre o reino de Portugal e a Coroa de Castela, os quais culminaram com a vitória decisiva de Portugal e à obrigação, por parte do seu vizinho ibérico, ao reconhecimento oficial da soberania portuguesa, a par das suas possessões coloniais. Durante todo o processo restaurador, a causa portuguesa contou com apoios vindos não só do estrangeiro, mas também de todos os estratos da própria sociedade portuguesa. Entre as diversas personalidades que deram voz a esta causa, destacamos a figura de D. Manuel de Saldanha o qual, a par de ter exercido as funções de reitor da Universidade de Coimbra (1639-1659), comandou, enquanto general, as forças académicas nos teatros de guerra ibéricos
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A CAPELA REAL DE S. MIGUEL  Remonta aos inícios da nacionalidade portuguesa a fundação da capela real de S. Miguel nos paços da Alcaçova em Coimbra. Assentando nesta cidade a sua residência habitual, el-rei D. Afonso Henriques erigiu no seu próprio palácio uma capela, onde quotidianamente se celebrasse o sacrifício eucarístico, e se recitassem privadamente as horas canónicas, para satisfação da piedade de el-rei e da régia família. (...) Grande era a devoção que o fundador da monarquia portuguesa tributava ao arcangélico príncipe da milícia celeste, em cuja proteção muito confiava. Edificando a igreja do mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, a ele fez consagrar a primeira das capelas laterais da nave da Epístola; em sua honra também erigiu capelas na igreja da Alcáçova de Santarém, e em Santa Maria de Alcobaça; fundou finalmente a notável ordem militar de S. Miguel da Ala, que em breve desapareceu, e cuja memória escassa ficou envolvida em denso nevoeiro de lendas. Desde
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1 de Março de 1290. 729 ANOS de HISTÓRIA                                             "Documento Precioso" de fundação da Universidade É este o documento mais antigo que atesta a existência da Universidade. Foi trazido para o Arquivo da Universidade em 1912, quando então se encontrava no arquivo do cabido da Sé de Viseu, por iniciativa do seu Diretor, o Doutor António de Vasconcelos que o designou "Documento precioso". É hoje um dos mais preciosos tesouros que se conserva no Arquivo da Universidade de Coimbra. O Estudo Geral do Reino ou Universidade Portuguesa fundada por D. Dinis, em Lisboa, a 1 de Março de 1290, mas só a 9 de Agosto o Papa Nicolau IV assinou a bula de confirmação: De statu regni Portugalise (Livro Verde da Universidade de Coimbra), criando o estudo sobre o Direito Canónico, Direito Civil, Medicina, Gramática e Dialética- as duas últimas constituíam as Artes.  A 26 de Fevereiro de 1308, por bula do Papa Clemente V- Profectibus p
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Sabia que em Coimbra existiu um Castelo?                                                                                               Figura 1-Castelo de Coimbra O sítio que hoje conhecemos como Largo de D. Dinis esteve ocupado, em tempos, pelo Castelo de Coimbra (vejam-se as figuras 1 e 2) (Alarcão, 2008). Não se sabe, ao certo, a data da sua fundação, mas a construção da torre de menagem é do reinado de D. Afonso Henriques e a da torre quinária ou de Hércules do tempo de D. Sancho I (1198) (Filipe & Teixeira, 2013).  O castelo teve reformas nos reinados de D. Sancho I, D. Dinis e D. Fernando (Duarte, 2005) (Filipe & Teixeira, 2013).  A Torre de menagem tinha cerca de 22 metros de altura e a torre quinária devia ter 26,5 metros (Alarcão, 2008).  O seu desaparecimento deveu-se, em primeiro lugar, às demolições do século XVIII, para se construir um observatório astronómico (obra que não foi terminada) (Filipe & Teixeira, 2013) e, em segundo lugar, às obras do e
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NASCERAM REIS NO PAÇO REAL DE COIMBRA No Paço Real da Alcáçova, foi o local onde nasceram e viveram alguns dos Reis de Portugal durante a primeira Dinastia. E foi na Sala Grande dos Actos que ocorreram importantes episódios da vida da nação portuguesa, não fosse esta a Sala do Trono do Paço Real da Alcáçova, onde foi a aclamação de D. João I, Rei de Portugal. Primeira Dinastia de 1143-1383. Fotos dos quadros da Sala Grande dos Actos (Sala dos Capelos). D. Sancho I “O Povoador” – 1185-1211                                      Nasceu em Coimbra , em 1154. filho de D. Afonso Henriques e de D. Mafalda de Sabóia. Casou com D. Dulce de Aragão, filha do conde de Barcelona. Herdeiro das virtudes militares de seu pai, continuou a luta encetada contra os mouros. D. Sancho I teve o cognome de “O Povoador”por ter mandado povoar as terras conquistadas. Faleceu em 1211, em Santarém. Sepultado no mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, com seu pai D. Afonso Henriques. D. Afonso II “O Go
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«Basta de tanto sofrer!» uma história do Aqueduto de São Sebastião O Aqueduto de São Sebastião, popularmente conhecido como os Arcos do Jardim, localiza-se na calçada Martim de Freitas, em frente ao Jardim Botânico da Universidade de Coimbra, e remonta a um primitivo aqueduto romano, que abastecia a parte alta da povoação. O atual aqueduto é obra do final do século XVI, sob o reinado de Sebastião de Portugal, com traça do arquiteto italiano Filipe Terzio. Aproveitando o percurso e possivelmente os restos do antigo aqueduto, ligava os morros onde se situavam o mosteiro de Santana e o Castelo de Coimbra, vencendo uma depressão em vinte e um arcos. O Arco de Honra é de cantaria de pedra, e no seu topo destaca-se um conjunto de duas esculturas representando, do lado Norte São Roque, e do lado Sul São Sebastião. Foram muito faladas algumas aventuras académicas nos arcos, sendo a mais conhecida a 1859-1860 um grupo de estudantes treparam ao alto do arco nobre em cim
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O MOSAICO ROMANO Na entrada principal da Reitoria, no Paço Real encontra-se uma vitrina com um fragmento de mosaico romano, o que provoca a curiosidade de muitos os que por ali passam.   O fragmento foi encontrado durante as escavações arqueológicas no pátio, em 2001 e terá segundo os arqueólogos pertencido à sala de uma casa senhorial romana. Este achado mostra a ocupação do espaço da universidade desde o século I / II. A residência romana seria uma das construções da antiga cidade romana de Aeminium. O mosaico, que é um dos raros exemplos em espaços urbanos, mostra o mesmo tipo de motivos geométricos que eram comuns na região, provavelmente produto de uma oficina local.
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Amor a Coimbra Um raio de luar  Noite calma e bela Um estudante a cantar Sob uma janela Te canto Coimbra Com notas sem fim Grandes como o amor Grandes como o amor que eu tenho por ti Tens a luz mais linda Deste Portugal Recantos de amor A Lapa e o Choupal A Rainha Santa  Te abençou Todo o que é poeta  Todo o que é poema,sempre te cantou Um raio de luar Noite calma e bela Um estudante a cantar Sob uma janela Te canto Coimbra Com notas sem fim Grandes como o amor Grandes como o amor, que eu tenho por ti Lindo é o Mondego Que ouve a nossa voz E vai em sossego Lá longe para a foz Nas águas vão notas De um fado sofrido Cada coração Cada coração, canta o seu destino Um raio de luar Noite calma e bela Um estudante a cantar Sob uma janela Te canto Coimbra Com notas sem fim Grandes como o amor Grandes como o amor, que tenho por ti Um raio de luar Noite calma e bela Um estudante a cantar Sob um