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Gabinete de Física  O gabinete da física experimental foi mandado construir por D. José I “para depósito de Machinas e Instrumentos, os quaes são necessários para que as liçoens da Fysica que se dão no curso Filosófico se façam com aproveitamento dos estudantes; os quaes não somente devem ver e executar as experiências com que se demonstram as verdades ate o prezente conhecidas nas fysica; mas também adquirir o habito de as fazer com a sagacidade, e destreza, que se requer nos Exploradores da natureza”. Assim refere o documento intitulado “A Relação Geral do estado da Universidade”, que fora preparado em 1777 por D. Francisco de Lemos para ser apresentado à Rainha D. Maria I. Para a localização do gabinete, o Marquês tinha destinado uma parte do “Collegio que fora dos Jezuitas”.  Nas duas salas do Gabinete de Física podemos encontrar expostos os instrumentos que, durante os séculos XVIII e XIX, foram usados no ensino da Física Experimental. O Gabinete de Física foi equ
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A PRISÃO ACADÉMICA As estruturas atualmente existentes reportam do que foi, até 1834, o cárcere académico (quando, por virtude da revolução liberal, se extingue a jurisdição do conservador da Universidade sobre professores, estudantes e familiares). Correspondem a três fases distintas, de utilização do espaço: a primeira ligada às estruturas originais do palácio régio e, as restantes, já da ocupação universitária. Quanto ao cárcere académico propriamente dito, a sua existência decorre do foro privativo, que protegia as antigas universidades enquanto corporações, preservando professores, funcionários e (sobretudo) escolares do convívio com criminosos de delito comum. Não raro, as punições deviam-se sobretudo a razões de índole puramente disciplinar. Reivindicada, por esse facto, pela Universidade junto do Rei desde 1541, a existência da cadeia seria finalmente reconhecida nos Estatutos de 1591, instalando-se, em 1593, em dois antigos aposentos existentes sob a Sala dos Capelos.