quinta-feira, 10 de maio de 2018


PRISÃO ACADÉMICA

A Universidade de Coimbra teve durante muito tempo o privilégio excepcional de se reger por legislação própria, chamado de Foro Académico, estando independente de Foro comum. As estruturas atualmente subsistentes do que foi, até 1834, o cárcere académico correspondem a três fases distintas de utilização do mesmo espaço: a primeira ligada às estruturas originais do palácio régio; as restantes no quadro já da ocupação universitária.

 Aquando do início da construção da biblioteca descobriram-se umas ruinas que teriam pertencido a uma antiga prisão. Desta forma decidiram não destruir essas ruinas, adaptando-as ao novo edifício. Desta antiga prisão medieval, ainda resta duas celas estreitas e uma escada em caracol. Assim sendo o cárcere académico de Coimbra guarda uma parte da única cadeia medieval que subsiste em Portugal.
Assim, este piso com o decorrer dos anos teve várias utilizações, servindo, também, de suporte às salas nobres, de depósito e de arrecadação.
                                                                                                    
Quanto ao cárcere académico propriamente dito, a sua existência decorre do foro particular (o foro académico) que protegia as antigas universidades enquanto corporações privilegiadas, preservando lentes, funcionários e (sobretudo) escolares do convívio com criminosos de delito comum, no ato de cumprirem detenções, impostas muitas vezes por razões de índole puramente disciplinar. Reivindicada, por esse facto, pela Universidade junto do Rei, pelo menos desde
1541, após a transferência definitiva para Coimbra, a existência da cadeia seria finalmente consagrada nos Estatutos de 1591, instalando-se em 1593 em dois antigos aposentos existentes sob a Sala dos Capelos. Aí se conservaria até ao século XVIII, a despeito da aquisição do edifício real, por parte da Escola, em 1597 e é só em 1773, no âmbito da reforma pombalina dos estudos e dos trabalhos gerais de dignificação do palácio escolar, que a cadeia se transfere para as subestruturas da Biblioteca, em dependências (parcialmente) nascidas com essa mesma função.
À transferência correspondem obras de adaptação, levadas a cabo em 1782, por forma a acrescentar aos restos subsistentes do cárcere medieval, um reduzido número de celas comuns, sala de visitas, oratório, entre outras, e a melhorar, mesmo que minimamente, a sua comodidade (com a construção de latrinas), bem como a respetiva segurança, operação que obrigaria o cárcere a ocupar parcialmente o piso superior.

Novas melhorias são ainda realizadas (ou apenas projetadas) em
1819, sob a direção de José do Couto, a curtos anos já da extinção do foro e, consequentemente, desse curioso organismo escolar. Posteriormente adaptadas as suas dependências a depósito bibliográfico e disperso, pela maior parte, o seu original equipamento e mobiliário, constitui, ainda assim, um raríssimo testemunho europeu de antiga cadeia privativa.










segunda-feira, 2 de abril de 2018

Segredos da luz e da matéria 

Foi em dezembro de 2006 que o Museu da Ciência abriu as portas ao público. Muito antes de 2015 ser proclamado Ano Internacional da Luz pela Assembleia Geral das Nações Unidas, a Luz foi o tema encontrado para reunir numa mesma exposição objetos oriundos das diversas coleções científicas da Universidade de Coimbra (UC), de áreas tão diversas como Física, Química, Astronomia, Zoologia, Botânica, Mineralogia. Segredos da Luz e da Matéria fala-nos da luz e da visão, da cor e dos pigmentos, do Sol e da luz solar, da interação da luz com a matéria. Nela encontramos, em diálogo, borboletas de cores vivas, pássaros de plumagem exuberante, pigmentos minerais, um modelo do sistema solar construído por George Adams, um dos mais importantes construtores de instrumentos científicos do Séc. XVIII; um espectroscópio de 1863 semelhante ao que Bunsen e Kirshoff utilizaram ao descobrirem a composição do Sol em 1860; uma radiografia de uma mão que é a primeira experiência com Raios X em Portugal por Henrique Teixeira de Bastos, apenas um mês após o anúncio da descoberta por Röntgen em 5 de janeiro de 1896; algumas das milhares de imagens do Sol recolhidas desde 1926 pelo espectroheliógrafo instalado no Observatório Astronómico da UC por Francisco Costa Lobo; a esfera de madeira que este professor concebeu para a transformação das coordenadas nos cálculos dos fenómenos solares como as manchas solares. Trata-se de uma pequena mas valiosa amostra do espólio científico que a UC tem à sua guarda e cujos primeiros objetos datam do Século das Luzes.

A primeira coleção a chegar terá sido transferida do Colégio dos Nobres em Lisboa, um projeto criado com o objetivo de ensinar ciência a nobres que entretanto falhara. Os instrumentos que tinham sido concebidos com a delicadeza e o encanto adequados a utilizadores de sangue azul acabaram por ser transferidos para Coimbra, dando origem ao magnífico Gabinete de Física Experimental, criado durante a reforma pombalina do Séc. XVIII e nomeado Sítio Histórico Europeu pela Sociedade Europeia de Física em 2014. Também a coleção de Astronomia, associada à atividade científica do Observatório Astronómico fundado no Séc. XVIII e que incidia no estudo da Astronomia e da Matemática para a Geografia e para a navegação recebeu instrumentos vindos do Colégio dos Nobres.

Já o Gabinete de História Natural, iniciado com a incorporação das coleções privadas de Domenico Vandelli e de Rollen Van Deck, foi fortemente enriquecido com as remessas que ao longo de anos foram enviadas do Brasil pelo naturalista Alexandre Rodrigues Ferreira, recolhidas no âmbito da sua Viagem Philosophica (1783-1792) à Amazónia. São muitas as personagens dos Séc. XVIII e XIX que se mostraram fundamentais para a construção e preservação deste tesouro científico e patrimonial. Mas foi preciso chegar ao Século XXI para que um convidado estrangeiro − Robert Bud, do Museu de Ciência de Londres − visitasse os Gabinetes Pombalinos de Coimbra e exclamasse: “Sinto que foi aqui que nasceu o Iluminismo!”, para que compreendêssemos que o Museu da Ciência da UC já tinha nascido no Séc. XVIII, na sequência de uma transformação radical das mentalidades em toda a Europa, abaladas que estavam pelo terrível terramoto de Lisboa e já preparadas para ouvir as palavras revolucionárias de Voltaire. Esta transformação viria a culminar com a revolução francesa poucos anos depois. Coimbra foi atacada e espoliada no início do Séc. XIX, mas, mesmo assim, a coleção continuou vasta e valiosa.

Boa parte da coleção do Século das Luzes conseguiu chegar intacta ao Séc. XXI. O Museu da Ciência é um projeto de grande fôlego da UC, que visa a preservação, a divulgação e o estudo deste valioso património do Iluminismo. Referências: [1] Paulo Gama Mota (coordenação). Museu da Ciência – Luz e Matéria. Catálogo de Exposição. Universidade de Coimbra. Coimbra, 2006. [2] Carlota Simões, Pedro Casaleiro e Paulo Gama Mota, O Museu da Ciência: uma coleção científica do Século das Luzes, História da Ciência na Universidade de Coimbra, 1772-1933, pp. 117-128, editores: Carlos Fiolhais, Carlota Simões e Décio Martins, Imprensa da Universidade de Coimbra, Coimbra, 2013. 

CARLOTA SIMÕES * Professora Auxiliar do Departamento de Matemática e diretora do Museu de Ciência da Universidade de Coimbra 

Revista Rua Larga, edição 44



Os 300 anos da Biblioteca Joanina 


A 17 de julho de 1717, pelas seis da tarde, na presença do reitor Nuno da Silva Telles (o segundo deste nome), foi colocada a primeira pedra da Casa da Livraria, a mesma que viria depois a ser conhecida por “Biblioteca Joanina”. Três meses antes, tinham já tido início os difíceis trabalhos de desaterro do local escolhido para implantar o edifício. Seguir-se-ia a construção de um telheiro no pátio da Universidade, para servir de apoio às diferentes fases da obra. Ao pátio haveriam de chegar os carros de bois carregados de pedra e de madeiras, quase todas recolhidas nos arredores de Coimbra. Tudo acontecia na sequência de um pedido do mesmo reitor dirigido ao rei, um ano antes, para que a Universidade fosse dotada de uma biblioteca adequada e digna. Depois de iniciada, a obra decorreu sem interrupções nem percalços de maior. De tal forma que, no início de 1728, o edifício era dado por concluído. A Universidade passava assim a dispor de uma biblioteca esplendorosa, que vinha substituir, com evidente vantagem, as diferentes casas que, em Lisboa e em Coimbra, tinham servido, sempre precariamente, para acomodar os livros usados por mestres e escolares. Ao longo de 300 anos, o edifício em causa viria a ser objeto de pequenas transformações exteriores e interiores que não lhe afetaram a traça nem a função. Em 1962, quando o edifício novo abriu ao público, a Biblioteca Joanina deixou de ser frequentada por leitores regulares. Só em ocasiões especiais se abriam as portas para receber visitantes ilustres como chefes de Estado ou personalidades do mundo da Ciência, das Artes ou da Cultura. Mais recentemente (há cerca de 25 anos), a Biblioteca viria a ser aberta aos turistas. Num primeiro momento, ficou apenas disponível o piso nobre; depois, os visitantes passaram a ter também acesso aos outros dois pisos: o intermédio e o térreo, o mesmo onde, por algum tempo, funcionou o cárcere académico. Hoje são em grande número as pessoas que procuram aquele espaço, integrado no circuito turístico da Universidade. Muitos são estrangeiros e, mesmo quando estão prevenidos para o que vão encontrar, não deixam de se surpreender quando transpõem a pequena porta que dá acesso ao piso principal. Não esperam, de todo, encontrar em Portugal uma celebração tão exaltante do livro e do conhecimento. Ficam particularmente surpreendidos quando lhes dizem que os volumes que se guardam naquele espaço (cerca de 60 mil, todos editados até ao ano de 1800) ainda hoje são objeto de procura regular. A Biblioteca Joanina é da Universidade que a reclamou e a construiu. Mas é também de Coimbra e do país inteiro. Na medida em que enaltece a curiosidade do ser humano, pode dizer-se que é de todos os que nela encontram motivo para fascínio e orgulho. Este ano vão assinalar-se os 300 anos da construção daquele que é um dos mais extraordinários edifícios jamais construí- dos em solo português. Na medida das suas possibilidades, a Biblioteca Geral da Universidade, que integra também o edifício da Joanina, tudo fará para chamar a atenção do país para a importância de que aquele espaço se reveste. Quase não é necessário insistir na beleza e no valor patrimonial daquela que já por várias vezes tem sido apontada por organismos nacionais e internacionais como a “Biblioteca mais bela do mundo”. A importância da velha Casa da Livraria, porém, não reside apenas no seu aparato. A observação atenta dos muitos sinais que nela se encontram patentes, desde as inscrições latinas até à decoração dos tetos, remete-nos para uma conceção de universidade assente numa soma transformada de saberes e não apenas numa adição inorgânica de faculdades. Acima de tudo, as mensagens da Joanina apontam para a importância insubstituível do Livro, enquanto veículo de conhecimento e instrumento central da emancipação humana. Estávamos então no tempo das Bibliotecas, e não admira que várias outras tenham surgido ao mesmo tempo por toda a Europa, ligadas ou não a universidades. Ainda assim, poucas são aquelas que assinalam uma mensagem tão forte e tão clara, fazendo, em simultâneo, a apologia da Beleza e da Razão. 


JOSÉ AUGUSTO CARDOSO BERNARDES , Diretor da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra 

Revista Rua Larga, edição 48

Sala do Exame Privado

Antiga Câmara Real, a Sala do Exame Privado crê-se que é utilizada para o efeito pelo menos desde 1550. Este Exame era essencial para a obtenção do Grau de Doutor (licenciatura), e só foi abolido já na segunda metade do séc. XIX.

Sala onde se constituiu a partir de 1701 a Galeria dos Reitores, um conjunto de 85 retratos, dos quais 38 se encontram nesta sala (do séc. 16 ao séc. 18) e que se estendem hoje pelas Salas Amarela, Azul, do Senado e pela Reitoria. Aliás é desta altura também que data a renovação de D. Nuno da Silva Telles, que deu à sala a sua forma atual.

Foi também nesta sala que o primeiro reitor, D. Garcia de Almeida, se reuniu com os lentes das primeiras faculdades em 1537.


Sala das Armas

A Sala das Armas obtém o seu nome por ser o local onde se guardam as armas (alabardas) da Guarda Real Académica. Podemos observar as alabardas utilizadas pelos Archeiros, as Maças dos Bedéis de cada uma das faculdades e o ceptro do Guarda-Mor. Ainda hoje, as cerimónias oficiais são acompanhadas pelos Archeiros, que organizam uma “guarda de honra”.

Nesta sala destaca-se, ainda, um friso de azulejos do séc. XVIII, com motivos quotidianos de inspiração flamenga, e o teto do séc. XIX, que apresenta as armas portuguesas e também uma representação das ciências, talvez a Matemática e a Química, em cada um dos seus topos.

Contígua a esta sala está a sala Amarela, onde se reunia a Congregação da Faculdade de Medicina, uma sala reformada também durante o séc. XIX e local onde começa o desfile dos Lentes para a cerimónia de Abertura do Ano Letivo. Podem também observar-se os retratos dos Reitores do final do séc. XIX e início do séc. XX. Esta é a primeira de três salas, sendo as outras duas a Sala Azul – representativa das Ciências – e a Sala Vermelha, a atual Sala do Senado, onde os convidados ilustres da Universidade são recebidos pelo Magnífico Reitor e a sua equipa.


As Estantes Biblioteca 

1719 – 1723 Carpintaria - Gaspar Ferreira; 1923 – 1927 pintura - Manuel da Silva

As 72 estantes são dispostas em dois andares, de madeiras douradas e policromadas (de fundo verde e vermelho), cobrem as paredes das três salas da Casa da Livraria. Para além de entalhada apresenta incontáveis motivos vegetalistas (ramos, silveiras, flores). O acesso às estantes superiores é garantido por um varandim e para aceder às prateleiras mais altas, a estante tem duas escadas embutidas, nos frisos laterais das próprias estantes. 





Chinoiserie


Designadas por chinoiseries, pequenas pinturas decorativas feitas em folha de ouro do Brasil, por Manuel da Silva durante 40 meses, cobrem a quase totalidade das estantes, apresentam construções, fauna e flora orientais, ou personagens vestidos de acordo com o costume oriental, e comprovam as relações íntimas de Portugal com a Índia, China (nomeadamente Macau) e Japão. 




Edifícios do Estado Novo 

Face da mudança da Alta de Coimbra- resultou de uma grande reforma, que teve lugar nos anos 40 a 60 do século XX e mudou a face da Universidade através de uma operação de total reorganização urbanística da zona, o núcleo do Estado Novo marca a contemporaneidade do Polo I da Universidade de Coimbra.

A Alta, em tempos feita de ruas sinuosas, sofreu uma destruição parcial para dar lugar a um campus universitário modernista. Para a sua concepção, construção e decoração foram chamados os melhores da época: Cottinelli Telmo, Cristino da Silva, Abel Manta, Almada Negreiros.

Departamento de Matemática, Sala 17


A inauguração do edifício da secção de Matemática ocorreu a 17 de abril de 1969, data que assinala o arranque da crise académica de 1969, movimento público de contestação ao regime salazarista. Decorrendo os discursos da sessão inaugural das novas instalações, Alberto Martins, o presidente da Associação Académica de Coimbra, foi impedido de se manifestar publicamente, ação que levaria ao encerramento antecipado da cerimónia sob uma tremenda ovação de protestos por parte dos estudantes. 

Departamento de Matemática, Sala do Conselho Científico

Desta sala, destaca-se a tapeçaria, da autoria de Rogério Ribeiro, executada na Manufatura de Tapeçarias de Portalegre (1969). O tema é o «Progresso Técnico». Mostra uma arrojada representação cenográfica, inspirada no modelo do homem de Vitrúvio, num discurso plástico abstratizante e que provocou, à altura, alguma polémica. 

Departamento de Matemática, Átrio principal


O átrio de entrada foi decorado nas paredes laterais com dois frescos, um dedicado à “Matemática portuguesa ao serviço da epopeia nacional” e o outro à “Matemática desde os Caldeus e Egípcios até aos nossos dias”, da autoria de Almada Negreiros, segundo o programa iconográfico definido por José Bayolo Pacheco de Amorim. Inicialmente previstos para abarcar uma área de 50m2, e face à dificuldade do pintor em transpor todo o programa, foram ampliados para 70m2. Foram executado por alunos da Escola Brotero, sob as ordens do já idoso pintor. 

Praça D. Dinis

Esta praça é um dos elementos fundamentais da estrutura prevista no plano para a Cidade Universitária. Aqui se ergueu, outrora, o castelo da cidade, arrasado durante as obras promovidas pelo Marquês de Pombal, na década de 70 do século XVIII, para aí se erguer um moderno e ambicioso Observatório Astronómico. Esta construção iniciou-se mas acabou por ser abandonada e o Observatório erguido no topo sul do Paço das Escolas. Na fachada sul do seiscentista Colégio de São Jerónimo é possível ainda observar as marcas de um arco construído para reforçar a fachada da sua igreja, gravemente afetada pelo terramoto de 1755, e que ligava ao castelo e, mais tarde, ao Observatório aí edificado. O arco foi destruído durante as campanhas de construção da Cidade Universitária. Durante as escavações arqueológicas realizadas em 2008 – estudos de arqueologia preventiva para o projeto de parque de estacionamento subterrâneo – foi (re)encontrado o embasamento da torre de menagem do castelo, localizado sensivelmente debaixo da estátua de D. Dinis. 

Faculdade de Medicina

À imagem dos restantes edifícios erguidos na Cidade Universitária, a Faculdade de Medicina integra várias manifestações artísticas. Nos dois portais da fachada principal (sul) do edifício, virada para a Rua Larga, destacam-se os doze bustos de Euclides Vaz representando algumas das personalidades que mais contribuíram para o desenvolvimento da Medicina e da assistência médica portuguesas: D. Mendo Dias, Pedro Hispano, D. Dinis, D. Leonor, Garcia da Orta e D. João III, no da esquerda, Amado Lusitano, S. João de Deus, o Marquês de Pombal, José Correia Picanço, António Augusto da Costa Simões e António Sena, no da direita. Os diversos portões foram igualmente ornamentados com pequenos bronzes alusivos à história da própria faculdade, executados por Vasco Pereira da Conceição, segundo o desenho original de Feliciano Augusto da Cunha Guimarães. No cunhal do lado poente ergue-se o grupo escultórico da autoria de Leopoldo de Almeida, assente em 1956, com a representação da figura alegórica da Medicina, ladeada por Hipócrates e Galeno. Já no interior, encontra-se no átrio poente o baixo-relevo de Vasco Pereira da Conceição alusivo ao tratamento dos doentes, enquanto no nascente se pode ver o fresco de Portela Júnior dedicado à história da Medicina, e onde figuram algumas das principais personalidades de Coimbra. 

Faculdade de Letras, Sala dos Conselhos

A tapeçaria da Sala do Conselho é da autoria de Guilherme Camarinha (1955) e foi executada na Manufatura de Tapeçarias de Portalegre.

Faculdade de Letras, Teatro Paulo Quintela

Integrado no edifício da Faculdade de Letras, o teatro constitui um volume construído que ocupa parcialmente o pátio interior. A sala tem capacidade aproximada de 260 lugares. Paulo Quintela foi o primeiro director do Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra (TEUC), tendo assumido essa função durante 30 anos. 

Autores dos projetos de arquitetura e data de início da construção


– Arquivo da Universidade: Alberto José Pessoa, 1943
– Faculdade de Letras: Alberto José Pessoa , 1945
– Faculdade de Medicina: Lucínio Guia da Cruz, 1951
– Associação Académica de Coimbra: Alberto José Pessoa e João Abel Manta, 1954
– Biblioteca Geral: Alberto José Pessoa, 1956
– Departamento de Matemática: Lucínio Guia da Cruz, 1964
– Departamentos de Química e Física: Lucínio Guia da Cruz, 1966